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Rede dos Mosteiros

No Centro de Portugal, 3 grandes monumentos inscritos na Lista do Património Mundial da UNESCO estão hoje articulados entre si através da REDE DOS MOSTEIROS PORTUGUESES PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE – o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo.
A REDE DOS MOSTEIROS PORTUGUESES PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE constitui um projecto estruturante do IGESPAR, tendo como objectivo integrar a gestão de 3 importantes recursos culturais da zona Centro que se encontram sob a sua gestão, em articulação com o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, procurando explorar as respectivas potencialidades para dar uma resposta cabal ao papel que o património hoje representa para a sociedade.
Conjuntos monumentais da maior importância histórica e arquitectónica, a nível nacional e internacional, inscrevem-se numa parte do território português privilegiado do ponto de vista paisagístico, articulando-se com outros pólos de interesse e atractividade importantes, como o Santuário de Fátima e o Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, e ainda com um largo conjunto de património difuso, associado temática, histórica e geograficamente aos grandes monumentos.
Os três grandes temas-chave associados aos 3 grandes conjuntos monásticos – a ORDEM de CISTER (no Mosteiro de Alcobaça), os CAMPOS DE BATALHA (no Mosteiro da Batalha) e os TEMPLÁRIOS (no Convento de Cristo) são complementares entre si para a compreensão plena da génese e do desenvolvimento daquele território e do país sendo, por isso, explorados, em toda a sua diversidade, nesta REDE.
Os DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES complementam esta visão e, por esse motivo, o Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa) está também associado à REDE, no âmbito da programação cultural prevista para os próximos anos nestes 4 monumentos.
Com esta finalidade o IGESPAR associou-se aos Municípios de Alcobaça, Batalha e Tomar na apresentação da candidatura designada Programa Estratégico - REDE DE CIDADES MOSTEIROS PORTUGUESES PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE ao Programa Operacional Regional Centro, Eixo 2, “Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos” na área de intervenção designada por Política das Cidades – redes urbanas para a competitividade e inovação, como parceiro-beneficiário. O Programa Estratégico foi candidatado pelo Município de Tomar, tendo sido já aprovado.
O Programa Estratégico apresenta 6 Eixos-base (Identidade, Atractividade, Receptividade, Interactividade, Visibilidade, e Continuidade/Qualidade), subdividindo-se em 9 Linhas de Intervenção -1.Qualificação dos espaços públicos simbólicos, 2.Promoção de eventos emblemáticos e animação das cidades como pólos culturais, 3.Vivificação do Património e Qualificação dos equipamentos culturais, 4.Criação de Roteiros de Visita e Interpretação do Território, 5.Recepção de Visitantes, 6.Qualificação dos Serviços Turísticos, 7.Plataforma digital turística da rede de cidades, 8.Marketing, promoção e comunicação, e 9.Missão Mosteiros de Portugal Património da Humanidade de cooperação inter-urbana.
Nesta candidatura o IGESPAR apresenta-se como parceiro líder de 3 tipos de projectos:
-Programação cultural anual das cidades em rede, tendo como suporte físico os Mosteiros;
-Criação de programas de visita e produção de conteúdos de interpretação;
-Realização de encontros anuais científicos em cada Mosteiro, incidindo sobre a sua especificidade).
Estes 3 tipos de projectos, onde se irão inserir diferentes actividades, enquadram-se em 3 das linhas de intervenção estratégica, aos quais se associaram, também, para além dos 4 Municípios promotores, a Direcção Geral das Artes e o Instituto dos Museus e da Conservação.
Complementarmente o IGESPAR candidatou e viu aprovado no âmbito do QREN ao Programa Operacional Regional do Centro, Eixo Prioritário III, Consolidação e Qualificação dos espaços sub-regionais, Regulamento Específico-Património Cultural, o projecto “Rota dos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade da Região Centro”, abrangendo os 3 grandes conjuntos monásticos – Mosteiro de Alcobaça, Convento de Cristo e Mosteiro da Batalha – onde constam acções físicas no âmbito da melhoria das condições de fruição e valorização, salvaguarda e preservação, prevenção de riscos e segurança, nos conjuntos e respectivas envolventes.

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