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D. João III (1502 - 1557)

Nascido em Lisboa, a 6 de Junho de 1502, filho de D. Manuel I, foi o décimo quinto rei de Portugal, aclamado com apenas dezanove anos de idade. Casou em 1525 com a infanta D. Catarina de Áustria.

A sua cuidada educação foi acompanhada pelo seu pai que chamou figuras notáveis do seu tempo, para que o iniciassem nas matérias da governação.

O vasto império que herdou estendia-se por três continentes e, no seu tempo, surgem os primeiros ataques à hegemonia dos Portugueses, tendo como consequência a perda das praças de Arzila, Azamor, Safim e Alcácer Ceguer.
D. João III concentra esforços no Brasil, promovendo o seu povoamento, inicialmente com simples capitanias que, depois, serão substituídas por um governo-geral.
 
Manteve grande actividade diplomática, não isenta de dificuldades com França devido aos ataques da pirataria.
A sua acção foi particularmente importante junto da Santa Sé, conseguindo, através do Embaixador Baltazar de Faria, sepultado no Convento de Cristo, o estabelecimento do Santo Ofício da inquisição em Portugal e a adesão dos bispos portugueses ao espírito da Contra Reforma.

Com D. João III o absolutismo atinge o seu expoente máximo e a administração estrutura-se com inúmeros regimentos, alvarás e cartas. O reinado conheceu graves crises económicas e sociais mas na corte viveram homens como Garcia de Resende, Damião de Góis e Gil Vicente. Há registo da representação da “Farsa de Inês Pereira”, no Convento de Cristo, em 1523.

A esta época estão ainda ligadas personalidades como Sá de Miranda, Bernadim Ribeiro, André Resende, Diogo de Teive, Pedro Nunes, Camões, João de Castro e João de Ruão.

Faleceu em Lisboa, a 11 de Junho de 1557, tendo sido sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.

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